Uma ação de limpeza da Praia dos Pescadores, em Armação de Pêra, no dia 21 de setembro, marca o arranque da iniciativa global #EUBeachCleanUp no Dia Internacional de Limpeza Costeira.
A iniciativa, com início às 09h30, é promovida pela Fundação Oceano Azul com o apoio da Representação da Comissão Europeia em Portugal, do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal e da Câmara Municipal de Silves.
O Dia Internacional de Limpeza Costeira celebra-se, em 2024, entre os dias 21 e 29 de setembro e esta iniciativa, que pretende sensibilizar para a problemática do lixo marinho, incentiva a promoção de ações locais de limpeza em praias, zonas costeiras, rios, lagos e outros cursos de água.

Para Flávia Silva, gestora de projetos da Fundação Oceano Azul, “o envolvimento da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu é mais um reconhecimento do sucesso do Dia Internacional de Limpeza Costeira e da sua relevância e impacto para um oceano mais limpo. O apoio destas entidades é um enorme contributo para despertar a atenção da sociedade civil para a proteção do oceano e para destacar o trabalho de todas as organizações envolvidas nesta causa”, diz.
A representante da Comissão Europeia em Portugal, embaixadora Sofia Moreira de Sousa, refere que “a participação nas ações de limpeza costeira é uma das respostas à pergunta tantas vezes repetida, ‘Mas o que é que eu posso fazer?’. Porque ao agirmos localmente, estamos a ter um impacto global. E sobretudo porque não estamos sozinhos. Todos contamos. Individualmente, cada um de nós pode fazer a diferença e sensibilizar outros para o fazer. Em conjunto, temos o poder de transformar o planeta e de ser parte da mudança.”
Para o chefe de Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, Pedro Valente da Silva, “Portugal, tantas vezes descrito como sendo um país à beira-mar plantado, é a porta ocidental de acesso marítimo à Europa. Proteger o ambiente da sua orla marítima é, não somente respeitar a paisagem natural do nosso país, mas também a da União Europeia no seu todo. Precisamos de agir antes que nos seja exigido reagir, e o momento para o fazer é agora. Como? Unidos, tal como preconiza a UE, porque só assim poderemos realmente fazer a diferença”.
O lixo marinho representa uma séria ameaça para a biodiversidade, para a saúde humana e para a economia. Cerca de 80% do lixo encontrado nos ecossistemas marinhos tem origem em atividades humanas em terra e apenas cerca de 20% provém de atividades diretamente ligadas ao mar.
As ações de limpeza e monitorização de lixo nas praias revelam-se fundamentais para sensibilizar a população quanto à dimensão deste problema.

