Companhia Leirena apresenta espetáculo Playground na foz do Lis

Espetáculo Playground

O Município da Marinha Grande apresenta o espetáculo “Playground”, pela companhia Leirena Teatro, no sábado, 28 de setembro, na foz do Rio Lis.

Na Praia da Vieira, a partir das 16 horas e com entrada livre, a iniciativa integrada na programação do Teatro Stephens co-financiada pela Direção-Geral das Artes, visa descentralizar os atos culturais por outros espaços públicos, diversificando a oferta artística.

“Playground” é um espetáculo classificado para maiores de 6 anos, que une o teatro físico e o circo contemporâneo, numa performance que combina acrobacias, momentos de tensão e toques de humor, tudo embalado por uma banda sonora ao vivo da artista Surma. A música, elétrica e exploratória, acompanha a narrativa e intensifica a experiência envolvente e inusitada que se pretende criar.

Num mundo pós-apocalíptico, onde a terra foi submersa em água e a sobrevivência se tornou a prioridade máxima, a única terra que resta é uma pequena ilha flutuante, representada cenicamente pelo “Water Blob” – um insuflável de 12 metros de comprimento, estrategicamente posicionado na foz do rio Lis, que simboliza o último resquício de terra no planeta. É nesse cenário de tensão e incerteza que as personagens vivem e lutam pelo último pedaço de paraíso.

O “Water Blob” serve como um playground físico, onde as personagens se envolvem em acrobacias, saltos, desequilíbrios, interações e outros diálogos físicos.

À medida que as personagens descobrem esta ilha flutuante, as dinâmicas de poder, ganância e rivalidade vêm à tona, numa metáfora sobre a falta de conexão com o nosso planeta devido à exploração desenfreada dos seus recursos naturais.

Os jogos coreográficos, relacionados com os objetivos das personagens na disputa pela “terra”, procuram captar a atenção e a cumplicidade do público e, unindo quedas inesperadas e momentos de instabilidade, o cómico fará parte da ação.

“Playground” pretende ser mais do que um espetáculo, afirmando-se como uma reflexão sobre os extremos a que a humanidade pode ser levada e um convite à introspeção sobre o nosso papel na preservação do que resta no nosso mundo.