A situação de alerta no país devido ao risco de incêndio florestal foi prolongada até ao próximo dia 13 de agosto, revelou a ministra da Administração Interna.
No final da reunião do Conselho de Ministros, Maria Lúcia Amaral disse que o Governo decidiu renovar a situação de alerta, tendo como base dois motivos principais: a continuação de temperaturas elevadas em todo o país para os próximos dias e a diminuição de ignições devido às proibições determinadas.
“Verificou-se que a vigência da situação de alerta e as respetivas proibições contribuíram efetivamente para uma redução do número de ignições”, enfatizou a ministra da Administração Interna.
A situação de alerta está em vigor desde as zero horas de domingo, 3 de agosto, e deveria terminar às 23h59 de hoje, quinta-feira, mas o Governo decidiu agora manter todas as proibições determinadas na semana passada.
Durante este período, são aplicadas medidas excecionais de proteção e prevenção, entre as quais a proibição de acesso, circulação e permanência em espaços florestais e caminhos rurais definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, para além da proibição de queimadas e queimas de sobrantes, incluindo a suspensão de autorizações previamente emitidas, a interdição de trabalhos com maquinaria nos espaços florestais e em áreas rurais que representem risco de ignição e a impossibilidade de utilização de fogo-de-artifício e outros artefactos pirotécnicos, com suspensão das autorizações já emitidas.
Paralelamente, foi reforçado o dispositivo operacional de combate aos incêndios rurais, com destaque para a elevação do grau de prontidão e resposta da GNR, PSP, bombeiros e Forças Armadas, a mobilização de sapadores florestais, agentes florestais e vigilantes da natureza, a colocação em estado de prontidão das equipas de emergência médica, saúde pública e apoio social e o aumento de ações de patrulhamento e fiscalização terrestre e aérea nos distritos com risco máximo de incêndio.
Nos próximos dias “continuam a vigorar as mesmas proibições existentes quanto a atividades agrícolas e recreativas em meios rurais”, acrescentou Maria Lúcia Amaral.

