Segurança Social conhecia lar ilegal onde morreu idoso em Setúbal

A Segurança Social foi notificada há 10 dias pela PSP para a existência do lar ilegal em Setúbal onde morreu um homem de 65 anos na madrugada de domingo.

A intervenção policial, a 24 de julho, ocorreu após uma funcionária ali se ter barricado, no interior do seu próprio carro, para tentar chegar à fala com a proprietária do lar, a quem teria emprestado uma quantia em dinheiro que não conseguia reaver.

No local, os agentes policiais também não lograram falar com a responsável pelo lar, mas o marido da proprietária acabaria por confessar às autoridades que o lar não se encontrava licenciado pela Segurança Social.

Perante o funcionamento ilegal da estrutura residencial para pessoas idosas, a Polícia notificou a Segurança Social – entidade administrativa competente para o licenciamento e fiscalização destes equipamentos sociais – da situação detetada no número 48 da Avenida General Daniel de Sousa, um arruamento central da cidade sadina.

Mas só nesta segunda-feira e após uma insistência da PSP, de novo chamada ao local desta feita pelo surgimento de um cadáver na cama onde pernoitou, é que o Centro Distrital de Setúbal do Instituto da Segurança Social enviou uma equipa ao lar de idosos para se inteirar do seu funcionamento.

No domingo de manhã, o único vigilante que tinha assegurado o acompanhamento dos 14 idosos residentes durante noite foi informado que teria de continuar o turno perante a ausência de funcionários para o substituir.

Ao distribuir o pequeno-almoço, o vigilante acabaria por encontrar um homem de 65 anos sem vida, na cama, aparentemente sufocado pelo seu próprio vómito. Foi nesta altura que resolveu chamar a PSP e os bombeiros, mas o óbito acabaria por ser declarado no local e o corpo removido para o Gabinete Médico-Legal e Forense – Península de Setúbal, onde os peritos irão realizar a autópsia que permita esclarecer as causas da morte.