De 4 a 10 de novembro, as comissões do Parlamento Europeu escrutinam os 20 comissários europeus indigitados, e avaliam se estes detêm as qualificações necessárias para serem membros do Colégio de Comissários e para o desempenho das funções específicas que lhes foram atribuídas.
As audições de confirmação prosseguem a 12 de novembro, quando os cinco vice-presidentes executivos designados e a Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, vice-presidente da Comissão Europeia, forem questionados pelos eurodeputados.
Após cada audição dos comissários europeus, o presidente e os coordenadores dos grupos políticos das respetivas comissões reúnem-se de imediato para avaliar o desempenho do comissário indigitado.
Com base nas recomendações das comissões, a Conferência dos Presidentes – que junta a Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e os líderes dos grupos políticos – procede à avaliação final e declara concluído o processo de audições, previsto para 21 de novembro.
A votação dos eurodeputados sobre o Colégio de Comissários, apurada por maioria dos votos expressos em votação nominal, ) está prevista para a sessão plenária de 25 a 28 de novembro, em Estrasburgo.
A Presidente da Comissão Europeia apresentou os comissários indigitados e respetivas pastas no dia 17 de setembro no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, incluindo Maria Luís Albuquerque, com a pasta Serviços Financeiros e União da Poupança e dos Investimentos.
A Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários (ECON) é responsável pela audição de Maria Luís Albuquerque, sendo convidadas as comissões do Mercado Interno e Proteção dos Consumidores (IMCO) e Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos (LIBE).
Antes das audições, a Comissão dos Assuntos Jurídicos (JURI) do Parlamento examinou a declaração de interesses dos candidatos, a fim de excluir qualquer conflito de interesses de natureza financeira, o que constitui uma condição prévia para a realização da audição de um determinado candidato. Os candidatos tiveram também de responder a perguntas escritas preparadas pelas comissões parlamentares.


