Um solicitador de execução de Lagos foi acusado de embolsar e gastar em proveito próprio os ordenados penhorados a um casal durante oito anos.
O homem, de 56 anos, solicitador de profissão, foi acusado pela Procuradora da República na secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lagos pela prática de um crime de peculato.
Segundo uma nota do DIAP, a 25 de novembro de 2005, o arguido no exercício de funções de solicitador de execução, deu entrada no Juízo de Execução de Silves de um requerimento executivo, no qual a credora, uma instituição bancária, pedia a um casal de devedores o pagamento de uma quantia superior a 30 mil euros.
No âmbito do processo executivo, o solicitador notificou a entidade patronal do executado para reter mensalmente do salário do empregado uma quantia superior a trezentos euros, a qual deveria depositar numa conta bancária de que o arguido era titular.
De acordo com a acusação, entre 31 de dezembro de 2010 e 07 de dezembro de 2018, o arguido recebeu na sua conta um valor superior a 34 mil euros, correspondente ao capital em execução, juros de mora e taxas judiciais, o qual embolsou e gastou em proveito próprio.
A investigação esteve a cargo do Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária.


