São Pedro de Moel mostra rochas com 200 milhões de anos

Sucessões calcárias com mais de 200 milhões de anos fazem de São Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande, um paraíso para os paleontólogos.

As sucessões calcárias do Jurássico Inferior, cuja formação remonta a aproximadamente 200 milhões de anos, foram dadas a conhecer durante o passeio na natureza, realizado na manhã deste sábado, 20 de julho, organizado pelo Município da Marinha Grande, em parceria com a Universidade de Coimbra (UC).

O passeio “A Geologia de São Pedro de Moel, Um Mergulho em Mares Jurássicos”, que visitou a maior referência à escala nacional deste tipo de sucessões calcárias, fez parte do programa de sensibilização ambiental da Bandeira Azul, este ano de novo atribuída àquela praia.

Presentes no evento, o presidente da Câmara, Aurélio Ferreira, e o vereador do Ambiente, João Brito, reforçaram o compromisso do Município da Marinha Grande em promover a educação ambiental e a conscientização sobre a importância da geologia, incentivando a preservação e valorização deste património natural único a nível nacional.

Através das explicações do professor Luís Vítor Duarte, investigador do Departamento de Ciências da Terra da UC, e da observação de alguns locais deste setor único da orla costeira portuguesa, os participantes “mergulharam” nos mares jurássicos e discutiram a origem e a evolução geológica.

São Pedro de Moel representa um paraíso para todos os amantes da paleontologia, dada a abundância e diversidade de fósseis, desde invertebrados marinhos, a peixes e construções de natureza microbiana.

Luís Vítor Duarte, que tem dedicado a sua carreira ao estudo e publicação de artigos científicos sobre a paleontologia da Marinha Grande, lembrou que “São Pedro de Moel, conhecida como o ‘ex-libris’ da região, apresenta uma geologia de excelência devido aos seus afloramentos de rochas do período Sinemuriano, com cerca de 200 milhões de anos. Estas rochas proporcionam uma rica diversidade geológica para estudo e apreciação”.